Descrição
No Egito Antigo existiam duas espécies nativas de lótus: o lótus branco (Nymphaea lotus) e a espécie azul (Nymphaea cerulea). A terceira espécie, o lótus rosa (Nelumbo mucifea) veio da Pérsia e cultivada no Egito durante o último período. Estas três espécies aparecem retratadas na arte egípcia. O lótus rosado apareceu especificamente na arte helenística enquanto que o lótus azul, considerado sagrado pelos egípcios, é o que aparece nos hieróglifos.
O lótus ou nenúfar era sagrado para os deuses solares, pois ao nascer, esta planta se volta para o leste como se tivesse prestando honras ao sol nascente. Na arte era utilizado como símbolo do Baixo-Egito e era retratado com suas folhas entrelaçadas com papiros (símbolo do Alto-Egito) simbolizando a unificação de ambas as terras.
O lótus se fecha ao anoitecer e submerge na água. Ao amanhecer emerge e floresce novamente. A flor se converteu no símbolo natural do sol e da criação. Em Hermópolis acreditava-se que existia um lótus gigantesco que emergia das “águas primordiais de Nun” do qual logo aparecia no meio de suas folhas, o deus solar.
Como um símbolo que evoca o “renascimento” era associado a lenda da morte e ressurreição de Osíris. Os quatro filhos de Hórus aparecem sobre o lótus e de frente para Osíris. No Livro dos Mortos o lótus é mencionado com uma citação: “Transforma a ti mesmo num lótus e terás a promessa de ressurreição”
Arnaldo Poesia



