Ilex aquifolium - Azevinho, arbusto de natal, Azevim, Azevinheiro, Espinho-de-Cristo

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Nomenclatura botânica: Ilex Aquifolium
Nome comum: Azevinho, Arbusto de natal, Azevim, Azevinheiro, Espinho-de-Cristo
Família: Aquifoliaceae
Origem: Europa, Norte da África e sudeste da Ásia
Altura: 5 – 15 metros
Luminosidade: Sombreamento parcial, sombra
Clima: Pode ser cultivado em todas as regiões do Brasil

R$ 48,50

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Descrição

O azevinho (Ilex aquifolium), o eterno símbolo do natal, pertence a mesma família do mate (ilex paraguensis), a bebida nacional da Argentina e do Uruguai.

O azevinho é uma espécie de folha persistente que pode ter um porte arbustivo ou arbóreo, mas raramente atinge alturas superiores a 10 metros. As folhas são alternas, muito rígidas, sem pelos e muito brilhantes. O bordo da folha é ondulado, com dentes espinhosos. As flores brancas ou rosadas, são pequenas e nascem nas axilas das folhas.

O azevinho ocorre em bosques sombrios e vales de montanha, até 1600 metros de altitude. Prefere solos frescos e protegidos, refugiando-se habitualmente no interior dos bosques e em zonas de sombra.

A madeira do azevinho é muito pesada, branca ou acinzentada, de textura fina e uniforme, dura e difícil de trabalhar. É muito apreciada em trabalhos de marcenaria. Absorve bem os corantes e é frequentemente tingida de negro para imitar o ébano (Dalbergia melanoxylon), madeira africana usada nos móveis de luxo.

O azevinho é uma planta medicinal e muito tóxica, a literatura antiga informa que a ingestão de 20 a 30 frutos podem causar a morte de um adulto. O azevinho contém rotina, ilicina e teobromina e, atribuem-se a esta planta propriedades antirreumáticas, antipiréticas, antidiarreicas e espasmódicas. Usa-se uma cocção das folhas de azevinho para tratar o reumatismo, a gota, a atonia intestinal, a febre e até mesmo a gripe.

O corte de ramos de azevinho ligado a certas celebrações religiosas, principalmente o natal, é na verdade um costume pagão muito antigo. Existem referências da utilização de azevinho nas festas saturninas, em honra de saturno, celebrada na Roma antiga (segundo a história, era a planta sagrada deste deus). As saturninas ocorriam entre 17 e 23 de dezembro e nestes dias as casas eram decoradas com ramos e coroas da planta. Os ramos e coroas, depois de secos, eram queimados, para purificação.

Existe igualmente uma lenda cristã também associada a planta. De acordo com essa lenda, quando a sagrada família era perseguida pelos soldados do rei Herodes, que queria matar jesus, o azevinho forneceu-lhe proteção. Reza a lenda que maria, ao ver que os soldados estavam muito perto, se aproximou de um azevinho (que na época ainda era uma árvore de folha caduca) e lhe pediu que os escondesse. E, milagrosamente, as folhas cresceram, escondendo a família. O azevinho tornou-se assim símbolo do natal pela proteção de jesus e, foi lhe dado o privilégio de conservar as suas folhas sempre verdes, mesmo durante o inverno.

Esta associação ao natal teve um elevado custo para essa espécie em Portugal, hoje protegida por lei desde 1989.

Apesar de ser uma planta de crescimento lento, pode viver até mais de 300 anos.

As folhas cerosas muito brilhantes e as bagas vermelhas que salpicam de alegria os dias cinzentos do inverno, atraem diversos pássaros para o jardim.

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