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  SOBRE NUTRI√á√ÉO, CALAGEM E ADUBA√á√ÉO EM FRUT√ćFERAS PARA ALTA PRODU√á√ÉO

INTRODUÇÃO

Comparativamente a outras regi√Ķes do mundo, o Brasil apresenta caracter√≠sticas de solo, clima, disponibilidade de √°gua e diversidade de esp√©cies frut√≠feras que dotam o Pa√≠s de condi√ß√Ķes privilegiadas para tornar-se um p√≥lo produtor e exportador de frutas de grande potencialidade.

Desde h√° muito tempo, por√©m, h√° car√™ncia de informa√ß√Ķes sobre aspectos ligados ao manejo da fertilidade do solo, de insumos e da exig√™ncia nutricional das plantas frut√≠feras, impedindo que o Brasil se destaque nessa √°rea do Agroneg√≥cio.
O conhecimento e o manejo adequado desses fatores da produção agrícola, especialmente no caso da fruticultura, são fundamentais, visto a influência que estes exercem sobre aspectos ligados à qualidade do fruto.

O Brasil √© um dos maiores produtores mundiais de frutas tropicais e subtropicais. Apesar dessa situa√ß√£o de destaque, sua produtividade √© baixa e as exporta√ß√Ķes pequenas, quando comparadas √† de pa√≠ses nos quais a atividade tem tradi√ß√£o. Dentre os v√°rios fatores que contribuem para esse quadro pode-se salientar o mau uso das t√©cnicas de manejo do solo, da planta e do ambiente.

O aspecto nutricional é particularmente importante para os frutos, visto a influência que os elementos minerais exercem sobre sua qualidade, requisito imprescindível à exportação. O consumo de frutas in natura e de seus sucos naturais é uma tendência mundial que pode ser aproveitada como incentivo para uma produção com qualidade.

O uso de fertilizantes √© uma das pr√°ticas de maior efeito sobre a produ√ß√£o das frut√≠feras, por√©m, quando o solo apresenta condi√ß√Ķes adversas como rea√ß√£o √°cida, a efici√™ncia de aproveitamento √© baixa e parte do investimento em aduba√ß√£o n√£o tem o retorno esperado.

O uso de corretivos e adubos nas culturas deve permitir uma boa nutrição das plantas, manter, ou mesmo melhorar, a fertilidade natural do solo e ser uma prática economicamente rentável.

A aplicação de fertilizantes em plantas frutíferas é quase uma imposição à produção, seja pela pobreza natural dos solos tropicais, seja pelas grandes quantidades de elementos que são imobilizados pela parte vegetativa ou exportados a cada safra.

Atualmente, um dos principais objetivos da pesquisa agron√īmica √© conciliar os interesses da produtividade sem agredir o ambiente. Assim, doses, √©pocas e modos de aplica√ß√£o dos corretivos e adubos devem ser melhor estudados, tomando por base v√°rios aspectos como a fertilidade do solo, as reais necessidades da planta e a cin√©tica de absor√ß√£o dos elementos (Tagliavini et al., 1996).


CONSIDERA√á√ēES E PERSPECTIVAS DA FRUTICULTURA

O Brasil apresenta imensas √°reas em condi√ß√Ķes edafoclim√°ticas favor√°veis ao desenvolvimento da fruticultura, sendo esse aspecto importante n√£o apenas pelo valor nutritivo das frutas, mas tamb√©m pela perspectiva que representa no incremento da produ√ß√£o agr√≠cola, na amplia√ß√£o da atividade industrial e no potencial de exporta√ß√£o. Al√©m disso, o cultivo de esp√©cies perenes, como s√£o a maioria das plantas frut√≠feras, permite a ocupa√ß√£o de solos considerados inadequados √† atividade agr√≠cola convencional, contribuindo assim, com um sistema mais conservacionista.

A base agr√≠cola da cadeia produtiva de frutas no Brasil abrange 2,2 milh√Ķes de hectares, gera 4 milh√Ķes de empregos diretos e um PIB de US$11 bilh√Ķes. Al√©m disso, para cada 10 mil d√≥lares investidos em fruticultura, geram-se tr√™s empregos diretos permanentes e dois empregos indiretos (Fernandes, 1998).

O papel social da atividade frutícula é indiscutível, utilizando, via de regra, quatro empregados a mais por hectare que as culturas tradicionais, contribuindo assim para fixar o homem no campo e diminuir o êxodo rural. Mesmo ocupando áreas relativamente pequenas, os pomares geram vinte vezes mais produto por hectare que o cultivo de cereais, proporcionando ganhos compensadores aos agricultores.

O Brasil figura entre os maiores produtores de frutas do mundo, atr√°s da China e seguido de muito perto pela √ćndia e Estados Unidos. De acordo com a FAO (2003), a produ√ß√£o brasileira de frutas de 1995 a 2002 oscilou entre 32 e 38 milh√Ķes de toneladas anuais, alcan√ßando 34,5 milh√Ķes de toneladas em 2002. N√£o obstante a impressionante quantidade produzida, a participa√ß√£o brasileira no mercado mundial de frutas frescas √© insignificante, n√£o passando de 1% do total comercializado.

As exporta√ß√Ķes brasileiras de produtos hortifrut√≠colas dependem basicamente do suco de laranja concentrado e totalizam algo em torno de 1,2 bilh√£o de d√≥lares por ano (FAO, 2000). Entretanto, esse segmento do com√©rcio internacional movimenta um valor cerca de 50 vezes maior e vem apresentando crescimento anual m√©dio de US$ 1 bilh√£o. Segundo VILAS (2002), o incremento na demanda mundial de frutas se deve a uma s√©rie de fatores, tais como: a associa√ß√£o do consumo de frutas com a redu√ß√£o de v√°rias enfermidades; a crescente conscientiza√ß√£o pela preserva√ß√£o da sa√ļde; o aumento na expectativa de vida do homem, elevando o n√ļmero de consumidores idosos; a tend√™ncia crescente de consumo de alimentos com baixos n√≠veis cal√≥ricos e ricos em fibras, vitaminas e sais minerais; a realiza√ß√£o de campanhas recomendando o consumo de frutas, por parte da comunidade m√©dica.

Com relação à produtividade das plantas frutíferas no Brasil, os dados estatísticos são muito escassos, permitindo admitir, entretanto, valores bastante baixos no País, quando comparados à países tradicionalmente produtores de frutas. De acordo com a FAO (2003), a produtividade média dos pomares está em torno de 15,7 t ha-1.
A alta porcentagem de participa√ß√£o do Brasil em termos de produ√ß√£o, em rela√ß√£o ao mundo, em culturas como citrus, por exemplo, √© resultado das extensas √°reas de plantio. A pequena produtividade tem muitas causas, dentre as quais a aus√™ncia de estudos sobre nutri√ß√£o, calagem e aduba√ß√£o em nossas condi√ß√Ķes, o que certamente contribui em grande parte para essa situa√ß√£o.



NUTRIÇÃO MINERAL

A produtividade e a qualidade dos frutos de um pomar resultam da interação de vários fatores, destacando-se o potencial genético e o ambiente (manejo do solo, dos nutrientes e balanço de água).

A m√°xima produ√ß√£o e a qualidade √≥tima do fruto s√£o alcan√ßadas quando o status nutricional da planta √© ideal. Sob muitas situa√ß√Ķes agr√≠colas essa condi√ß√£o √© satisfeita pelo suprimento anual de fertilizantes e da corre√ß√£o da acidez do solo.

O aspecto nutricional √© particularmente importante para os frutos, visto a influ√™ncia que os elementos minerais exercem sobre sua qualidade. As plantas frut√≠feras s√£o altamente responsivas √† adi√ß√£o de fertilizantes. Em muitos casos a aduba√ß√£o e, conseq√ľentemente o estado nutricional das culturas, pode afetar n√£o apenas a produtividade, mas o tamanho e o peso do fruto, a cor, a apar√™ncia, o sabor, o aroma, a conserva√ß√£o p√≥s-colheita, a resist√™ncia a pragas e doen√ßas, entre outros.

A adequada nutri√ß√£o mineral representa, para as frut√≠feras em geral, um dos aspectos mais importantes para alcan√ßar o sucesso nessa atividade. De um lado, as exig√™ncias nutricionais s√£o relativamente elevadas e, de outro, h√° uma pobreza cr√īnica dos solos tropicais em elementos essenciais onde os pomares est√£o instalados, o que torna imperativa a aplica√ß√£o da quase totalidade dos nutrientes necess√°rios ao pleno desenvolvimento das plantas. Desse modo, fatores ligados √† planta e ao solo conduzem √† utiliza√ß√£o de quantidades elevadas de corretivos e fertilizantes nos pomares, o que pressup√Ķe compet√™ncia t√©cnica que compense economicamente seu uso.

A agricultura baseada em altas produtividades exige elevadas aplica√ß√Ķes de insumos, a fim de suprir a demanda nutricional das plantas e compensar a pobreza dos solos. Entretanto, um ambiente adverso para as ra√≠zes, pode comprometer o aproveitamento dos elementos aplicados. Assim, freq√ľentemente, as respostas √† aduba√ß√£o s√£o inibidas devido √† rea√ß√£o √°cida dos solos.

As plantas frut√≠feras, assim como todas as perenes, permanecem longos per√≠odos explorando praticamente o mesmo volume de solo, raz√£o pela qual o ambiente radicular, em especial com respeito √† acidez, caracter√≠stica comum nos solos tropicais, merece a m√°xima aten√ß√£o. A pr√°tica da calagem aumenta a efici√™ncia no aproveitamento dos nutrientes e tem como conseq√ľ√™ncia o uso racional de fertilizantes, melhorando a rela√ß√£o benef√≠cio/custo atrav√©s do incremento da produtividade.

Aplica√ß√Ķes excessivas de fertilizantes, quando as necessidades s√£o baixas ou quando as condi√ß√Ķes locais s√£o desfavor√°veis, podem provocar desequil√≠brios nutricionais, poluir o ambiente e tornar a pr√°tica antiecon√īmica. Conciliar todos esses aspectos √† produtividades compensadoras √© um dos principais objetivos da pesquisa agron√īmica na atualidade.

A adubação de árvores frutíferas deve considerar, ainda, a dificuldade em se aliar a produtividade à qualidade do produto colhido, visto que o aspecto nutricional pode afetar características importantes do fruto como cor, sabor, tamanho, dentre outras (Malavolta, 1994).

A aplicação de fertilizantes em árvores frutíferas adultas deve considerar a quantidade de nutrientes necessários anualmente para o desenvolvimento vegetativo e o exportado pelas colheitas, além daquele perdido para o ambiente (fixação, lixiviação, volatilização e, etc.).

Assim, a aplica√ß√£o do fertilizante deve levar em considera√ß√£o a din√Ęmica de absor√ß√£o do nutriente pela planta, evitando-se disponibilidade excessiva no solo, o que geralmente causa desequil√≠brios na absor√ß√£o de outros elementos. Esse objetivo pode ser atingido, dependendo do nutriente, parcelando-se as doses anuais de adubo que, para frut√≠feras, s√£o normalmente altas.

Por outro lado, apenas uma parte dos nutrientes necess√°rios anualmente ao metabolismo das √°rvores frut√≠feras vem do que est√° dispon√≠vel no solo. Outra parte consider√°vel dos elementos essenciais √© remobilizada do que foi estocado anteriormente, sendo o processo denominado ciclagem interna. Esse √©, pois, um dos dif√≠ceis aspectos de se estudar a nutri√ß√£o em plantas perenes, visto que a circula√ß√£o interna pode mascarar os resultados obtidos com a aplica√ß√£o de adubos. Embora esse fen√īmeno ocorra com todos os nutrientes m√≥veis no floema (Marschner, 1995), pode ser mais importante quando h√° escassez natural do elemento no solo.
O balanço de nutrientes minerais afeta tanto a qualidade do fruto como sua possibilidade de armazenamento pós-colheita. Os efeitos na qualidade do fruto são devidos à quantidade e equilíbrio de nutrientes no mesmo, tendo ainda um efeito indireto sobre o crescimento vegetativo do ano seguinte (Crisosto et al., 1994).

RESULTADOS DE ENSAIOS COM PLANTAS FRUT√ćFERAS

Natale et al. (1994 a) realizaram um experimento de campo a fim de estudar os efeitos da adubação nitrogenada sobre o estado nutricional e a produção de frutos de goiabeiras (cv. Rica), durante três anos, em Jaboticabal - SP. Os tratamentos constituíram-se, no primeiro ano, das seguintes doses de nitrogênio: 0, 30, 60, 120, 180 e 240 gramas de N/planta. No segundo e no terceiro ano do ensaio foram utilizados o dobro e o triplo das doses iniciais de N, respectivamente. Os resultaram evidenciaram aumentos da produção de frutos em função das doses de nitrogênio aplicadas. Durante os três anos de ensaio a obtenção de 90% da máxima produção esteve associada à teores foliares de N entre 2,35 e 2,55%, nas folhas coletadas à época de pleno florescimento da cultura. Da mesma forma, 90% da produção máxima de frutos esteve associada às doses de 184, 262 e 422 g de N/planta no primeiro, segundo e terceiro ano de experimentação, respectivamente.

Com o objetivo de estudar os efeitos da adubação potássica na cultura da goiabeira, Natale et al. (1996 a) conduziram um ensaio de campo durante três anos consecutivos, a partir de 1989, utilizando-se de plantas da cultivar Rica com um ano de idade, instaladas num Podzolico Vermelho-Amarelo da região de Jaboticabal - SP. Os tratamentos constituíram-se, no primeiro ano, das seguintes doses de potássio: 0, 30, 60, 120, 180 e 240 gramas de K2O/planta. No segundo e no terceiro ano do ensaio foram utilizados o dobro e o triplo das doses iniciais de K2O, respectivamente. Os resultados mostraram respostas positivas da produção com o aumento da dose de potássio empregada, no terceiro ano de ensaio. Considerando o intervalo de fertilizante aplicado, 90% da produção máxima observada esteve associada à dose de 635 gramas de K2O por planta e a um teor foliar de 19 g de K kg-1.

Natale et al. (1994 b) estudaram a influ√™ncia da √©poca de amostragem na composi√ß√£o qu√≠mica das folhas de goiabeira cv. Rica, em um ensaio de campo, conduzido durante tr√™s anos, empregando doses crescentes de nitrog√™nio. Coletaram-se folhas no est√°dio de pleno florescimento e no in√≠cio de frutifica√ß√£o. A an√°lise qu√≠mica, realizada √† √©poca do florescimento da goiabeira, revelou valores mais elevados de N que no in√≠cio da frutifica√ß√£o. A amostragem de folhas realizada quando do florescimento mostrou-se, tamb√©m, mais adequada que no in√≠cio da frutifica√ß√£o, com boas correla√ß√Ķes com o adubo adicionado, com a produ√ß√£o de frutos e com a raz√£o N/K nas folhas.



A extração de nutrientes por frutos de goiabeira das cultivares Rica e Paluma foi estudada por Natale et al. (1994 c). Para tanto, frutos foram secos, pesados, moídos e analisados quanto ao teor de nutrientes. Os resultados mostraram que o potássio é o nutriente mais extraído pelos frutos, seguido de N, P, S, Mg e Ca. Os micronutrientes, por sua vez, são extraídos na seguinte ordem decrescente: B, Cu, Zn, Fe e Mn.

Com o objetivo de estudar os efeitos da aduba√ß√£o nitrogenada, fosfatada e pot√°ssica sobre o teor de s√≥lidos sol√ļveis totais de frutos de goiabeira, foram realizados seis ensaios de campo, utilizando-se plantas das cultivares Rica e Paluma, em duas regi√Ķes produtoras do estado de S√£o Paulo, durante tr√™s anos. Os resultados mostraram que o grau Brix dos frutos n√£o foi significativamente afetado pelas doses de N, P ou K, durante todo o ensaio. Os frutos da cv. Rica apresentaram valores de s√≥lidos sol√ļveis totais entre 8,0 e 10,8, enquanto a cv. Paluma apresentou valores entre 8,4 e 9,7 (Natale et al., 1995 a).

Os efeitos da adubação nitrogenada na cultura da goiabeira foram avaliados por Natale et al. (1995 b), que conduziram um ensaio de campo durante três anos, utilizando-se de plantas da cultivar Paluma com um ano de idade, instaladas num Latossolo Vermelho-Amarelo da região de São Carlos - SP. Os tratamentos constituíram-se, no primeiro ano, das seguintes doses de nitrogênio: 0, 30, 60, 120, 180, 240 e 300 gramas de N/planta. No segundo e no terceiro ano do ensaio foram utilizados o dobro e o triplo das doses iniciais de N, respectivamente. Os resultados mostraram respostas positivas da produção apenas no terceiro ano do ensaio, com aumento linear desta em função da dose de nitrogênio utilizada. Considerando o intervalo de fertilizante aplicado, 90% da produção máxima observada esteve associada à dose de 627 gramas de N por planta e ao teor de nitrogênio nas folhas de 22 g kg-1.

Natale et al. (1996 b) acompanharam os efeitos da adubação potássica na cultura da goiabeira, realizando um ensaio de campo durante três anos consecutivos, a partir de 1989, utilizando-se de plantas da cultivar Paluma com um ano de idade, instaladas num Latossolo Vermelho-Amarelo em São Carlos - SP. Os tratamentos constituíram-se, no primeiro ano, das seguintes doses de potássio: 0, 30, 60, 120, 180, 240 e 300 g de K2O por planta. No segundo e no terceiro ano do ensaio foram utilizadas o dobro e o triplo das doses iniciais de K2O, respectivamente. A produção de frutos aumentou com o incremento das doses de potássio no terceiro ano de ensaio e 90% da produção máxima estimada esteve associada a um teor foliar de 16 g de K kg-1 e a um teor de potássio extraído por resina trocadora de cátions de 0,75 mmolcdm-3 que, neste latossolo, correspondeu a uma aplicação de 290 g K2O por planta.

Para estudar a rela√ß√£o entre as doses mais econ√īmicas de nitrog√™nio e a produ√ß√£o de frutos na cultura da goiabeira cv. Rica, analisou-se os resultados de um ensaio de campo, conduzido em solo Podzolico Vermelho-Amarelo, no munic√≠pio de Jaboticabal - SP, durante tr√™s anos consecutivos. O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados com seis tratamentos (doses crescentes de nitrog√™nio) e quatro repeti√ß√Ķes (4 plantas, no espa√ßamento 7 x 5m). Os fertilizantes foram aplicados parceladamente em quatro vezes, a partir do in√≠cio do per√≠odo chuvoso, ao redor das plantas. Os resultados mostraram respostas positivas da produ√ß√£o de frutos com o incremento das doses de nitrog√™nio nos tr√™s anos. No primeiro ano a resposta ao N foi linear. As doses mais econ√īmicas foram 131 e 199 kg de N/ha, respectivamente, no segundo e no terceiro ano de ensaio. Essas doses estiveram muito pr√≥ximas dos m√°ximos de adubo utilizados no experimento (Natale et al., 1996 c).

Considerando a diversidade de f√≥rmulas comercias e com base nos resultados da an√°lise de solo (e folhas), Natale et al. (1996 d) elaboraram um software para recomenda√ß√£o de calagem e aduba√ß√£o de pomares de goiabeira. O programa condensou resultados de pesquisas e observa√ß√Ķes de campo realizadas de 1989-1996 com a cultura da goiabeira, associando-os √† inform√°tica. A expans√£o da √°rea de plantio dessa frut√≠fera, especialmente de cultivares propagadas vegetativamente e de alta produtividade como a Rica e a Paluma, justificaram a iniciativa (Natale, 1993). O objetivo foi facilitar as recomenda√ß√Ķes de insumos e, ao mesmo tempo, minimizar os problemas de interpreta√ß√£o das an√°lises qu√≠micas de solo (t√£o freq√ľentes), que induzem ao uso de f√≥rmulas inadequadas ou n√£o balanceadas em termos de exig√™ncias nutricionais das plantas. Assim, de posse do software e utilizando as informa√ß√Ķes locais da cultura, juntamente com os resultados da an√°lise de solo (e folhas) pode-se, de modo simples e r√°pido, estabelecer um programa adequado de corre√ß√£o da acidez e aduba√ß√£o para essa frut√≠fera.

Com o objetivo de estudar os efeitos da aduba√ß√£o fosfatada na cultura da goiabeira, Natale et al. (2001 b) conduziram um ensaio de campo, durante tr√™s anos agr√≠colas consecutivos, utilizando-se de plantas da cultivar Paluma com um ano de idade, instaladas num Latossolo Vermelho-Amarelo da regi√£o de S√£o Carlos - SP. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados com sete tratamentos (0, 30, 60, 120, 180, 240 e 300 g de P2O5 por planta) e quatro repeti√ß√Ķes. No segundo e no terceiro ano de ensaio empregou-se o dobro das doses iniciais de P2O5. Realizaram-se amostragens de solo (final da safra), de folhas (florescimento da cultura) e avalia√ß√£o da produ√ß√£o. Observaram-se, atrav√©s dos resultados, maiores concentra√ß√Ķes de P no solo das parcelas que receberam as mais altas doses de fertilizante. N√£o houve, por√©m, efeito da aduba√ß√£o sobre o teor foliar do elemento ou sobre a produ√ß√£o de frutos.

As plantas perenes, especialmente na fase de produ√ß√£o, s√£o pouco responsivas √† aplica√ß√£o de f√≥sforo. Isso √© tamb√©m verdadeiro para as fruteiras, mesmo as cultivadas nas regi√Ķes tropicais, sabidamente pobres em P e com alta capacidade de fixa√ß√£o do elemento adicionado atrav√©s da aduba√ß√£o. No caso da goiabeira, esse fato foi constatado por Natale (1999) e Natale et al. (2001 b) ap√≥s tr√™s anos de experimenta√ß√£o com f√≥sforo. Considerando, por√©m, que o P √© absorvido pelas folhas da goiabeira, sendo rapidamente redistribu√≠do na planta devido a sua mobilidade no floema, a aplica√ß√£o foliar do nutriente pode ser vi√°vel, devido as constantes pulveriza√ß√Ķes fitossanit√°rias realizadas nos pomares dessa fruteira. Assim, foi realizado um ensaio, com tr√™s anos de dura√ß√£o, em um pomar adulto de goiabeiras cv. Paluma, utilizando doses crescentes de MAP, conjugado ao tratamento fitossanit√°rio. Os resultados indicaram altera√ß√Ķes do conte√ļdo de f√≥sforo no solo e nas folhas da goiabeira, n√£o refletindo, por√©m, na produ√ß√£o de frutos (Natale et al. (2001 c). Apesar disso, os autores constataram que os teores foliares foram mantidos em n√≠veis considerados adequados e que a t√©cnica pode ser vi√°vel, pois n√£o acarreta custos adicionais e reduz a quantidade de P aplicado √† cultura.



Considerando o reconhecido pequeno efeito da aplica√ß√£o de f√≥sforo em plantas perenes na fase adulta, Natale et al. (1999) pesquisaram se a aplica√ß√£o de P via foliar, juntamente com o tratamento fitossanit√°rio da goiabeira, poderia ser interessante. Para observar a din√Ęmica do P pulverizado aplicou-se, no terceiro par de folhas de mudas de goiabeira, uma solu√ß√£o aquosa Ci.mL-1 Durante osde MAP √† 2% com uma atividade espec√≠fica de 32P igual a 0,15 30 dias seguintes o f√≥sforo marcado foi determinado nas plantas. Os resultados mostraram que a absor√ß√£o de P foi m√°xima aos 20 dias ap√≥s a aplica√ß√£o, estando em torno de 12%. Aproximadamente 20% do f√≥sforo absorvido pelas folhas foi redistribu√≠do na planta, especialmente nas partes mais novas. Concluiu-se que √© vi√°vel aplicar P, conjugado ao tratamento fitossanit√°rio das goiabeiras por via foliar, aumentando a efici√™ncia da aduba√ß√£o e reduzindo os custos com fertilizantes.

A aplica√ß√£o foliar de macro e micronutrientes √© uma pr√°tica comum em muitas culturas. Entretanto, em goiabeiras, a efici√™ncia dessa t√©cnica ainda n√£o foi demostrada. Atrav√©s de um estudo anat√īmico, realizado em microsc√≥pio eletr√īnico, M√īro et al. (1999) observaram as seguintes estruturas nas folhas de goiabeira: (a) a hipoderme, sob a epiderme adaxial √© formada por tr√™s camadas de c√©lulas com paredes espessas; (b) par√™nquima pali√ßadico bem desenvolvido; (c) alta densidade de est√īmatos e tricomas na epiderme abaxial; (d) aus√™ncia de est√īmatos na superf√≠cie adaxial das folhas. Os autores conclu√≠ram que tais estruturas comp√Ķe o mecanismo t√≠pico de economia de √°gua das goiabeiras, sendo, por√©m, barreiras de impedimento √† eficiente absor√ß√£o de nutrientes aplicados via foliar.
A efici√™ncia da absor√ß√£o de nutrientes pelos frutos pode sofrer interfer√™ncias em fun√ß√£o das estruturas morfol√≥gicas presentes. Frente a import√Ęncia do conhecimento da morfologia dos frutos para um manejo mais adequado dos pomares em termos de aduba√ß√£o foliar, ou, de tratamentos p√≥s-colheita para ampliar a vida √ļtil dos frutos, M√īro et al. (2003) desenvolveram um estudo cujo objetivo foi descrever a morfologia do pericarpo de goiabas. Para isto, amostras dos frutos foram cortadas transversalmente e montadas em l√Ęminas histol√≥gicas e, em seguida, avaliadas ao microsc√≥pio √≥ptico e eletr√īnico de varredura. Tendo em vista algumas das caracter√≠sticas observadas, como: a presen√ßa de cut√≠cula espessa, cera epicuticular, tr√™s camadas sub-epid√©rmicas de c√©lulas compactas e grande quantidade de esclere√≠deos, os autores conclu√≠ram que essas estruturas poderiam constituir-se em barreiras para a absor√ß√£o e movimenta√ß√£o de subst√Ęncias no fruto da goiabeira.

Um experimento conduzido durante tr√™s anos consecutivos estudou a aduba√ß√£o pot√°ssica na cultura da goiabeira. As plantas das parcelas testemunha (sem aplica√ß√£o de K) mostraram produ√ß√£o de frutos e exporta√ß√£o de K incompat√≠veis com as concentra√ß√Ķes do elemento reveladas pela an√°lise de solo. Assim, Natale et al. (2001 a) analisaram as caracter√≠sticas f√≠sicas, qu√≠micas, mineral√≥gicas e morfol√≥gicas do Latossolo Vermelho-Amarelo onde se realizou o ensaio, buscando identificar minerais que pudessem ser fonte de K para as plantas. Os resultados indicaram a presen√ßa de micas na fra√ß√£o argila e feldspatos na fra√ß√£o silte que poderiam suprir as necessidades de pot√°ssio da cultura. Em fun√ß√£o do amplo e profundo sistema radicular das goiabeiras, o K poderia estar sendo liberado desses minerais, gradativamente, atrav√©s do chamado intemperismo biol√≥gico, ou seja, atrav√©s de mecanismos de dissolu√ß√£o dos minerais com a interfer√™ncia do sistema radicular das plantas.

A an√°lise de folhas tornou-se uma das mais importantes ferramentas nas pesquisas sobre nutri√ß√£o mineral de plantas perenes e, em especial de fruteiras, n√£o apenas por determinar as respostas dos nutrientes aplicados ou confirmar os sintomas de defici√™ncia, mas tamb√©m por servir como um crit√©rio auxiliar nas recomenda√ß√Ķes de aduba√ß√£o. Entretanto, para a interpreta√ß√£o dos valores de forma adequada, a sele√ß√£o e padroniza√ß√£o do tecido a ser amostrado s√£o muito importantes. Assim, com base na experimenta√ß√£o realizada em Jaboticabal no per√≠odo de 1989-2000, Natale et al. (2001 d) elaboraram tabelas que cont√©m os teores de nutrientes considerados adequados para a cultura da goiabeira.

Al√©m da diagnose foliar, a extra√ß√£o de nutrientes pelos frutos √© tamb√©m um par√Ęmetro importante para avaliar a exporta√ß√£o de elementos pelas colheitas, servindo para calibrar os programas de reposi√ß√£o de fertilizantes ao longo dos anos nos pomares. Desse modo, Natale et al. (2001 d) apresentam tabelas contendo a quantidade de nutrientes exportados por tonelada de goiaba produzida.

A identifica√ß√£o da folha-diagnose deve isolar a folha mais sens√≠vel, que discrimine com clareza os teores de nutrientes no tecido vegetal e que expresse n√≠veis deficientes, adequados e t√≥xicos.A aus√™ncia de informa√ß√Ķes na literatura sobre qual a √©poca de amostragem e a folha que seria a mais indicada para a avalia√ß√£o do estado nutricional das frut√≠feras √© uma realidade, e isso limita o uso da an√°lise foliar como m√©todo de diagnose. Neste sentido, Prado & Natale (2004a) avaliaram um pomar de caramboleira instalado em solo √°cido, submetido √† aplica√ß√£o de calc√°rio, em rela√ß√£o √†s altera√ß√Ķes na composi√ß√£o qu√≠mica de nutrientes das folhas ao longo de um ano, visando definir crit√©rios para a indica√ß√£o da folha-diagn√≥stica e da √©poca adequada para amostragem. Para avaliar o estado nutricional das plantas determinou-se o teor foliar de macro e micronutrientes, atrav√©s de amostragens da 3a e 6a folhas, com pec√≠olo, em ramos com flores e sem frutos, no ter√ßo m√©dio das plantas. Os autores conclu√≠ram que para a diagnose foliar em caramboleira indica-se a 6a folha coletada no auge do florescimento, durante os meses de agosto a outubro, nas condi√ß√Ķes do estado de S√£o Paulo.

A esc√≥ria de siderurgia pode constituir-se em uma fonte alternativa de Ca e Mg, bem como corretivo de acidez do solo, melhorando o estado nutricional de mudas de goiabeira, podendo contribuir para o sucesso da implanta√ß√£o de um pomar. Assim, Prado et al. (2003) avaliaram os efeitos da esc√≥ria de siderurgia nas altera√ß√Ķes dos atributos qu√≠micos do solo, na nutri√ß√£o das plantas e no crescimento de mudas de goiabeira. Conclu√≠ram que a aplica√ß√£o desse subproduto da ind√ļstria sider√ļrgica elevou os valores de pH, SB, V%, e as concentra√ß√Ķes de Ca, Mg e P, diminuindo H+Al do solo. Nas mudas de goiabeira houve aumento significativo na altura, no n√ļmero de folhas, na √°rea foliar, nas concentra√ß√Ķes de Ca, Mg e P da parte a√©rea e das ra√≠zes das plantas e, consequentemente, na mat√©ria seca da parte a√©rea e das ra√≠zes. Portanto, a esc√≥ria de siderurgia mostrou-se vi√°vel na produ√ß√£o de mudas de goiabeira como corretivo de acidez do solo e fonte de nutrientes (Ca e Mg ).



Os micronutrientes s√£o imprescind√≠veis para a nutri√ß√£o das plantas, em especial nos solos tropicais que t√™m baixa concentra√ß√£o desses elementos devido ao intemperismo. Como fonte alternativa de micronutrientes tem-se a esc√≥ria, res√≠duo da ind√ļstria de produ√ß√£o de ferro-gusa e a√ßo. Assim, Prado et al. (2002) objetivaram avaliar a esc√≥ria como fonte de micronutrientes para mudas de goiabeira. O experimento utilizou doses crescentes do material corretivo, cultivando mudas de goiabeira (cv. Paluma) por 110 dias, obtendo-se efeito favor√°vel na rea√ß√£o do solo e na disponibilidade de Zn, Cu, Mn e B do solo. Da mesma forma que ocorreu no solo, a aplica√ß√£o da esc√≥ria apresentou efeitos ben√©ficos nos teores de B, Zn, Cu e Mn da parte a√©rea e das ra√≠zes das mudas de goiabeira. Concluiu-se, portanto, que a esc√≥ria se comportou como material corretivo da acidez e como fonte de micronutrientes para as mudas de goiabeira.

O subsolo, normalmente utilizado como substrato para a produ√ß√£o de mudas de frut√≠feras, apresenta baixa concentra√ß√£o de zinco e, assim, existe grande probabilidade de resposta √† aplica√ß√£o deste micronutriente. Considerando a car√™ncia de informa√ß√Ķes sobre o assunto, Natale et al. (2002) avaliaram o efeito da aplica√ß√£o de zinco ao substrato de produ√ß√£o das mudas de goiabeira, acompanhando os efeitos no desenvolvimento, na produ√ß√£o de mat√©ria seca e no estado nutricional das plantas, durante 135 dias. As mudas de goiabeira responderam positivamente √† aplica√ß√£o de zinco. O maior desenvolvimento das plantas esteve associado √† dose de 2 mg Zn dm-3. Doses iguais ou superiores a 4 mg de Zn dm-3 causaram redu√ß√£o significativa no desenvolvimento e no ac√ļmulo de macronutrientes nas mudas da frut√≠fera.

Os solos do Brasil, de modo geral, apresentam elevada acidez, altas concentra√ß√Ķes de alum√≠nio (t√≥xico), al√©m de pequena disponibilidade de nutrientes, sendo considerados pobres quimicamente, ou seja, de baixa fertilidade. Em tais circunst√Ęncias, a produ√ß√£o da frut√≠fera estaria condicionada √† pr√°tica da calagem, visto que a planta permanece longos per√≠odos explorando praticamente o mesmo volume de solo, raz√£o pela qual o ambiente radicular, em especial com respeito √† acidez, merece a m√°xima aten√ß√£o. Apesar dessa import√Ęncia, existem poucas informa√ß√Ķes sobre a pr√°tica da calagem na fruticultura e, no caso da goiabeira e da caramboleira, n√£o h√° experimenta√ß√£o, especialmente na fase de implanta√ß√£o dos pomares. H√° consenso, por√©m, de que o momento do plantio √© a melhor oportunidade de adequar o ambiente radicular para as mudas que ali come√ßar√£o a se desenvolver e, que seu pleno estabelecimento tem rela√ß√£o direta com as condi√ß√Ķes iniciais do solo.

Prado (2003) desenvolveu pesquisa com o objetivo de estudar os efeitos da aplicação de calcário ao solo, acompanhando seus benefícios na implantação de pomares de goiabeira e caramboleira. Os tratamentos foram doses crescentes de calcário, sendo o experimento conduzido de agosto/1999 a março/2003. Concluiu-se que a maior produção de frutos da goiabeira esteve associada à saturação por bases no solo de 55% na linha e de 62% na entrelinha, e à teores foliares de Ca de 8,8 e de Mg de 2,5 g kg-1. Na caramboleira, a maior produção de frutos esteve associada à V = 45% na linha e 50% na entrelinha, e à teores foliares de Ca de 8,0 e de Mg de 4,7 g kg-1.

A determina√ß√£o da concentra√ß√£o de Ca no solo √© um indicativo do potencial de crescimento radicular de caramboleiras em fase de forma√ß√£o, especialmente, quando a concentra√ß√£o de c√°lcio no solo for inferior a 28 mmolc dm-3 (Prado & Natale, 2004b). Em goiabeira, concentra√ß√Ķes de Ca no solo pr√≥ximas de 30 mmolc dm-3 estiveram associadas ao maior crescimento radicular da frut√≠fera (Prado & Natale, 2004c).

Salienta-se, ainda, que a calagem, ao elevar os teor de c√°lcio no solo e na planta, pode afetar a qualidade dos frutos. Neste sentido, Prado & Natale (2005) estudaram os efeitos da calagem na qualidade de frutos de goiabeira, observando que essa pr√°tica n√£o afetou, por√©m, as caracter√≠sticas f√≠sicas dos frutos, como peso, di√Ęmetro transversal, comprimento, peso de polpa e porcentagem de polpa. Entretanto, a aplica√ß√£o de calc√°rio proporcionou aumento linear dos teores de c√°lcio nas folhas e nos frutos da goiabeira, promovendo menor perda de peso de mat√©ria fresca e maior firmeza dos frutos, estando associados aos teores de Ca nos frutos pr√≥ximos a 0,94-0,95 g kg-1. Assim, a nutri√ß√£o adequada da planta em c√°lcio melhorou a qualidade dos frutos, com benef√≠cios crescentes para a p√≥s-colheita, ao longo do per√≠odo de armazenamento.

Tendo por objetivo avaliar os efeitos da calagem sobre a qualidade de frutos de caramboleira, instalou-se um experimento em solo originalmente √°cido, empregando doses crescentes de calc√°rio. Os resultados obtidos mostraram incrementos lineares nos teores de Ca nas folhas e nos frutos da caramboleira com o aumento das doses de corretivo empregada. A nutri√ß√£o adequada da planta com c√°lcio melhorou a qualidade dos frutos p√≥s-colheita, permitindo um per√≠odo maior de armazenamento em condi√ß√Ķes ambientais (Prado et al. 2005).


Estes efeitos benéficos do Ca na qualidade dos frutos podem ser explicados pelo papel deste elemento na nutrição das plantas. Neste sentido, Natale et al. (2005) observaram que nos frutos de goiabeira colhidos de plantas que receberam a aplicação de cálcio (calcário), as paredes celulares e as lamelas médias estavam bem definidas e estruturadas, mantendo as células unidas, ao passo que nos frutos sem aplicação de cálcio, as paredes celulares estavam desestruturadas e com desorganização da lamela média. Os autores concluíram que a aplicação de cálcio, na forma de calcário, mostrou-se efetiva na organização subcelular dos frutos da goiabeira, contribuindo para a integridade dos mesmos.


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FONTE: TODA FRUTA